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Acidentes voltam a crescer em rodovias no Tocantins

Foto: João Carlos/Defesa Civil de Talismã

Por Luiz Filho

O mês de maio é sempre marcado pela campanha mundial Maio Amarelo, em prol das ações por um trânsito mais seguro, em que atenção da população aos altos índices de mortes e feridos no trânsito.

A campanha começou a ser realizada após a ONU ter decretado, em maio de 2011, a Década para a Segurança no Trânsito. A cor amarela foi escolhida, justamente, porque no trânsito ela tem o significado de atenção. Neste ano, o Governo estadual se uniu a diversos órgãos para promover ações conscientizadoras.

Os órgãos que estavam envolvidos na campanha realizada em 2021, foi o: Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO); Secretaria de Estado da Saúde (SES); Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP); Polícia Militar (PM); Corpo de Bombeiros Militar (CBM); Secretaria de Estado da Infraestrutura, Cidades e Habitação (Seinf) e a Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto).

Porém, devido a pandemia causada pela Covid-19, as ações precisaram ter um formato diferente. Segundo Lúcia Leiko, diretora de Engenharia de Tráfego e Segurança Viária da Ageto, em outros anos as campanhas eram realizadas no formato de blitz, mas para evitar as aglomerações, a campanha de conscientização foi realizada de forma virtual. 

O tema deste ano foi “Respeito e responsabilidade: Pratique no Trânsito”, voltada para condutores, ciclistas e pedestres. Um assunto pertinente, visto que justamente em 2020, os números de acidentes de trânsito voltaram a crescer nas rodovias que cortam o estado do Tocantins, depois de cinco anos. 

Segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) referente ao ano anterior, mostrou que mesmo durante a pandemia, o Estado teve um aumento drástico de acidentes em rodovias federais. Ao todo foram registrados 595 acidentes nas BRs que passam pelo estado. 

Em 2014 foram registrados 1.301 acidentes, número recorde, até os dias atuais. Porém desde então vinha em queda. Em 2019, por exemplo, os números registrados foram de 519 ocorrências, sendo esse o menor já registrado desde que começou a ser realizado o levantamento. 

Ainda de acordo com o levantamento da CNT, aconteceram, em média, 29 acidentes com vítimas a cada 100 km de rodovia no Tocantins, no ano anterior. Outro dado alarmante, é o de mortes, ao todo foram 98 acidentes que causaram mortes nas estradas. Mais de 80% ds vítimas são do sexo masculino, na faixa etária de mais 43 anos, sendo um um total 43,9% das mortes. 

Os tipos de mais frequentes de acidentes com vítimas no Estado é a colisão, somando um total de 263 registros. Enquanto o segundo que mais ocorre são as saídas de pistas, representando 19% do total dos acidentes. 

A grande maioria desses acidentes acontecem na BR-153, popularmente conhecida como Belém-Brasília, que corta o Tocantins de norte a sul, e é a que  transita o maior número de cargas pelo local, tendo ainda um grande fluxo de tráfego. Só na BR-153, ocorreram 398 acidentes e 85 mortes no decorrer do ano de 2020. 

De acordo com Antônio Carlos da Conceição, motorista de caminhão, à noite é comum ver muitos acidentes nas estradas do Tocantins. “À noite geralmente é o horário que tem menos movimentação de carros, muitos motoristas param para dormir, então alguns caminhoneiros aproveitam para pegar a estrada sem trânsito e chegar mais rápido com a mercadoria, e aí que você vê uns trem muito feio e tristes. São acidentes muito fortes.” 

Ainda segundo Antônio Carlos da Conceição a pandemia piorou ainda mais os riscos. “A gente teve até uma época com restrições de trabalhar, mas nós levamos carne, milho, comida, e aí como que fica as cidades sem as entregas? E aí depois tava tendo muito atrasos, foi cobrado para ir mais rápido, aí não tem como não acidentar”. 

Espera-se que os números de acidentes em 2021 tenham sido reduzidos, porém os dados a respeito ainda não foram divulgados. Além disso, existe uma grande problemática, para evitar aglomerações, ações do tipo blitz, tem sido evitadas, e isso acaba criando a ideia de “se ninguém está fiscalizando, tudo bem correr acima do permitido” ou pior ainda “está tudo bem beber e dirigir”. 

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