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Brasil receberá 3 milhões de doses da vacina Janssen contra a COVID com prazo de aplicação até 27 de junho

Imagem: Reuters/Dado Ruvic

Por João Pedro Gomes

Foi anunciado por Carlos Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que 3 milhões de doses da vacina Janssen devem chegar ao Brasil até semana que vem. Todavia, as doses possuem validade até 27 de junho, ou seja, o país terá de 10 a 14 dias para receber, distribuir e aplicar todas as doses. 

Ainda de acordo com o presidente do Conselho, o Ministério de Saúde deliberou com o Conass e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) para debater sobre como proceder com a oferta de antecipação da farmacêutica, que vem com um prazo de validade curto, e relatou: “O ministério nos consultou na semana passada se valia a pena aceitar as 3 milhões de doses com prazo de validade para junho. Respondi que, no ritmo em que estamos vacinando, conseguiremos aplicar todas as doses, mas vai ser preciso um maior esforço”.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, havia informado na última sexta-feira (04) a chegada das doses ainda neste mês: “A vacina da Janssen, nós já tínhamos acertado com a Janssen 38 milhões de doses da vacina, nós conseguimos antecipar 3 milhões. Chega agora no mês de junho”, informou. Atualmente, apenas 10,74% da população brasileira está completamente imunizada contra o coronavírus. 

O acordo com a farmacêutica Janssen é de um total de 38 milhões de doses, que serão entregues no 3º e 4º trimestre do ano. O secretário executivo do Conasems, Mauro Junqueira, afirma que cerca de 700 mil pessoas por dia estão sendo imunizadas no Brasil, mas que o número está baixo por falta de vacinas, e não por erro de logística: “Seria errado se não aceitássemos. Nós precisamos de vacinas. Vamos ter um prazo curto, mas obviamente vai dar para operacionalizar”, pontua Junqueira.

Apenas para as capitais

O Ministério da Saúde foi orientado a distribuir esses primeiros 3 milhões de doses apenas para as capitais do país, visto que o tempo é apertado para a distribuição e aplicação. O presidente do Conass afirma que o tempo previsto entre a chegada e distribuição das vacinas no país deve ser de 48 horas, no máximo, visto que, como pontuou Carlos Lula: “É recomendado que as secretarias escolham um dia para aplicar somente as doses da Janssen”. O secretário executivo da Conasems pontuou: “É uma vacina de dose única, isso vai facilitar muito o processo”, disse.

Oferta das vacinas

Ainda em março deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido de uso emergencial do imunizante da empresa Johnson & Johnson contra a Covid-19. A aprovação foi unânime, onde os quatro diretores e presidente da Agência foram favoráveis à solicitação. 

A vacina é de dose única e possui eficácia de 66% em casos moderados, e 85% contra casos graves. Cada dose custou US$ 10 ao governo federal, e a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA informou que ela é eficaz contra a cepa sul-africana. 

A temperatura de armazenamento e transporte da vacina pode ser mantida entre 2°C e 8°C por três meses. Ainda não há previsão para a vacina da Janssen ser produzida no Brasil.

Como funciona a Janssen

A vacina é baseada em um vetor viral recombinante que utiliza um adenovírus humano para expressar a proteína S do vírus, ou seja, são propriedades de um vírus do resfriado comum, que foi desenvolvido para ser inofensivo. Após isso, ela carrega parte do código genético do coronavírus para o corpo, mas de maneira segura, fazendo assim com que o corpo reconheça a ameaça e saiba combater o vírus da COVID-19.

Revisão por Ivan Trindade

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