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Caminhonete da SEDUC é retida por indígenas como forma de protesto por falta de reforma em escola de tribo

Foto: Reprodução

Por João Pedro Gomes

Uma caminhonete da Secretaria de Estado da Educação está sendo mantida na aldeia Cachoeirinha, dentro da Ilha do Bananal, por indígenas Javaé, que cobram uma reforma na Escola Indígena Wahuri, em situação precária há ao menos quatro anos. Atualmente, a escola corre risco de desabamento, por isso uma viga está sendo improvisada para a sustentação do local.

O cacique da tribo, Ideberê Javaé, indagou em vídeo: “O colégio está quase caindo. Tá escorado com uma madeira. A qualquer momento vai cair. Aí quem é responsável? O cacique ou o estado? Nós precisamos muito da reforma da nossa escola”, questionou.

Uma equipe da Secretaria de Educação teria ido até o local nesta semana para avaliar a situação e providenciar a reforma, porém, os indígenas retiveram o veículo no local alegando que os profissionais da SEDUC já foram ao local diversas vezes, mas nada nunca foi feito para mudar a situação.

O cacique ainda ressaltou: “Nós estamos tolerando, tolerando, mas toda vida só vem levantamento e não faz [a reforma]. Quando vem chuva não pode fazer. Nós queremos chamar atenção do governo, por isso está detida a caminhonete do estado na aldeia para chamar atenção. Estamos precisando reformar colégio urgente”, disse revoltado.

Foto: Reprodução

Nota da Seduc

A Seduc (Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes) afirmou em nota que já foi feito um processo licitatório para a reforma da Escola Indígena Wahuri, Contudo, o início da obra teve que ser adiado em função da Portaria 419/PRES da Funai, que estabelece medidas temporárias de prevenção à infecção e propagação do novo coronavírus. Tão logo seja autorizada, a reforma da unidade de ensino terá início”.

A obra — que irá contemplar reforma de cobertura, bloco de salas e banheiros e construção de alambrado na escola — custou um valor de R$ 91.002,14 aos cofres públicos. A Seduc informou que manterá contato com a aldeia para solucionar o problema.

A escola

Cerca de 20 estudantes estão matriculados na unidade de educação, porém, em decorrência da pandemia de Covid-19 e do decreto municipal que suspende as atividades presenciais, os alunos tiveram aula de forma remota. 

Revisão por Ivan Trindade

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