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Campanha de vacinação contra febre aftosa é prorrogada até 31 de dezembro

Foto:Ascom Adapec

Por Ivan Trindade


Os produtores agropecuários do Tocantins terão agora até o dia 31 de dezembro para realizarem a vacinação contra febre aftosa. De acordo com a Adapec, Agência de Defesa Agropecuária, o adiamento foi causado em razão da dificuldade dos produtores rurais de encontrar vacinas nas revendas agropecuárias e distribuidoras do Estado. A campanha iniciou no dia 1º de novembro.

Atualmente, segundo o Executivo, a expectativa é a de vacinar 4,5 milhões de bovinos e búfalos de zero a 24 meses de idade. Conforme o responsável pelo Programa Estadual de Vigilância em Febre Aftosa da Adapec, João Eduardo Pires, representantes da cadeia produtiva relataram desabastecimento do imunizante. “Portanto, para não prejudicar os resultados da vacinação dilatamos mais uma vez o prazo e estamos acompanhando de perto todo o processo”, disse.

Em outubro de 2021 a Adapec solicitou 15,5 milhões de doses de vacinas ao Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), para serem reservadas às campanhas de maio, novembro e da Ilha do Bananal em 2022.  

A multa para quem não vacinar é de R$ 5,32 por animal não vacinado e mais R$ 127,69 por propriedade não declarada, além disso, o produtor fica impedido de fazer a movimentação do rebanho até a regularização da vacina. Em razão à pandemia, uma operação especial foi desenvolvida para que os técnicos e demais integrantes que vão atuar possa realizar todas as atividades evitando os possíveis riscos.

A Febre Aftosa é uma virose contagiosa altamente transmissível, aguda e febril e atinge animais de cascos fendidos como: bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos. É causada por um vírus da família Picornaviridae, que tem sete sorotipos diferentes. 

Panorama no Estado

O Tocantins está livre da febre aftosa desde maio de 1997, mas a doença já causou milhares de prejuízos à economia mundial. O principal efeito da febre aftosa é comercial. A doença afeta enormemente o comércio interno e externo de animais e seus produtos. Devido ao alto poder de difusão do vírus e aos impactos econômicos provocados pela doença, os países estabelecem fortes barreiras à entrada de animais susceptíveis e seus produtos, oriundos de regiões com ocorrência da febre aftosa. Tais barreiras têm efeitos negativos sobre a pecuária com graves consequências socioeconômicas. 

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