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Candidata a vereadora acusa Sistema Eleitoral brasileiro de fraudar seus votos, em Palmas, nesta quarta-feira (18)

Imagem: Reprodução/ Internet.

Por João Pedro Gomes

Nesta quarta-feira, 18, circula um vídeo na internet que tem ganhado notoriedade. Nas imagens registradas, diversos candidatos a vereadores, que perderam as eleições, se reuniram em frente ao prédio da Polícia Federal, em Palmas, para reivindicar “votos perdidos”, que, segundo eles, “sumiram misteriosamente”. 

O vídeo tem recebido visibilidade nas redes sociais, principalmente WhatsApp, Twitter e Tik Tok  por bolsonaristas e questionadores do sistema eleitoral brasileiro, que alegam fraude. O que eles utilizam para sustentar essa afirmação é um print de tela, feito pela, até então, candidata, que alega ter sido mais votada do que as urnas indicam. 

Rose Ribeiro (Republicanos) era candidata a vereadora, mas ficou em 239ª lugar, ou seja, não se elegeu. Com 58 votos, ela alega ter sido vítima de fraude do sistema de eleição brasileiro. “Às 17:39 hrs eu estava com 1111 votos. Finalizou a eleição, estou com 58. Nós que estamos aqui, queremos saber o que aconteceu. Queremos saber onde estão esses votos”, afirma. 

O vídeo está sendo repostado por diversas pessoas nas redes sociais. Imagem: Reprodução/ Internet.

O print é falso?

De acordo com o portal E-farsas, especialista em desvendar notícias falsas que circulam na internet, a imagem é falsa: “Falso! A imagem foi manipulada digitalmente! Embora não estejamos diante das melhores condições possíveis, visto que se trata de uma captura de tela inserida num vídeo, que por sua vez foi publicado na internet, ainda assim é possível detectar que a imagem foi manipulada justamente no trecho dos votos da candidata! A fraude não está no TSE, mas de quem efetivamente tirou e editou o print, disseminando-o de forma a enganar os demais usuários.”

O site aponta, ainda, diferenças notadas por meio da plataforma ELA (Error Level Analysis), do site FotoForensics: “Através do ELA, trechos semelhante deveriam ser exibidos de maneira semelhante, mas esse trecho é totalmente incompatível com os demais candidatos, ou seja, denota que alguém (não estamos acusando a candidata) tirou um print, e editou essa imagem para fazer parecer com que ela tivesse 1.111 votos!”, aponta. 

Imagem é manipulada, de acordo com a ferramenta ELA. Imagem: E-farsas.

“Por falar nisso…é justamente a maneira pela qual esse resultado é exibido, que denota a manipulação na imagem divulgada, não no resultado oficial do TSE! Isso porque o resultado exibido na tela deveria ser 1.111 (com um ponto separador de milhar), mas na captura de tela manipulada digitalmente, alguém se esqueceu de colocar esse ponto!”, finaliza o argumento, justificando o apontamento de manipulação na imagem.

Nota do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins:

O TRE-TO emitiu uma nota de elucidação a respeito do caso na manhã desta quarta-feira:

“O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins esclarece que o processo eleitoral é totalmente transparente e que não há como alterar os dados inseridos nas urnas eletrônicas pelos eleitores. Para conferir a lisura do processo, basta comparar a soma dos resultados dos boletins de urna, impressos na frente dos fiscais de partidos, ainda na seção eleitoral, com os dados disponibilizados pelo sistema da Justiça Eleitoral.

Como funciona: Ao final da votação, todas as seções eleitorais imprimem um Boletim de Urna (BU). Este relatório contém os votos inseridos em cada urna eletrônica e é um documento público. Uma cópia dele é afixada na seção e outra é entregue aos fiscais de partido que solicitarem. Depois da eleição, a Justiça Eleitoral publica todos os boletins na internet para que qualquer um possa conferir o seu conteúdo. Caso o candidato tenha alguma dúvida sobre o boletim publicado na internet, basta consultar o boletim impresso que o fiscal do seu partido recebeu em todas as seções eleitorais, eliminando qualquer dúvida quanto a lisura dos resultados.”

Revisado por Ivan Trindade

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