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Cardiologista do HGP é exonerado após denunciar irregularidades na unidade de saúde

Imagem: Divulgação/PMTO

Por João Pedro Gomes

Após denunciar irregularidades no Hospital Geral de Palmas (HGP), Marcus Vinícius Camargo Pires, médico cardiologista, foi demitido pela Secretaria Estadual de Saúde no último dia 12, apenas um dia após relatar a existência de mais de 80 pacientes nos corredores da unidade da unidade hospitalar e a falta de diversos medicamentos e ferramentas de trabalho ao Comitê Executivo para Monitoramento das Ações da Saúde no Tocantins (Cemas). 

De acordo com o profissional da saúde, além da superlotação nos corredores, o hospital também carente de sedativos e um tipo de cateter utilizado em hemodiálise, o que impossibilitou que crianças de 13 anos tivessem o tratamento correto. O médico atuava na sala vermelha do HGP e era supervisor do Programa de Residência de Clínica Médica da UFT, além de conselheiro do Conselho Regional de Medicina (CRM) e do Conselho Estadual de Saúde (CES), além de outros cargos importantes para o corpo de medicina estadual.

A denúncia foi feita pelo médico em um grupo de mensagens do Comitê Executivo para Monitoramento das Ações da Saúde no Tocantins (Cemas), onde estão presentes autoridades do Judiciário e da SES, e o secretário de saúde do estado, Edgar Tolini, deixou o grupo horas após as repercussões do relato do médico. No dia 20 de agosto, a rescisão do contrato do profissional de saúde “a pedido da administração pública” foi divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE).

A defesa do cardiologista está nas mãos de Guilherme César de Melo Sena, advogado que entrou com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ), afirmando que a decisão da demissão em meio à pandemia de Covid-19 é ilegal, e que foi um ato de reprimenda e vingança. “É preciso, então novamente se perguntar: em que contexto, senão o de um regime autoritário, informes sobre a irregularidade na prestação do serviço de saúde pública poderiam justificar o desligamento do médico do exercício de suas funções em plena situação emergencial?”, questionou.

Revisão por Ivan Trindade

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