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Cine Cultura: conheça o cinema verdadeiramente Palmense

Imagem: Aline Batista/Prefeitura de Palmas

Por Luiz Filho

Aos poucos os estabelecimentos estão voltando a funcionar, não ainda como antes da pandemia, mas já recebendo o público, com medidas sanitárias e protocolos de segurança. É o caso do Cine Cultura, que após 17 meses fechado, devido a pandemia, reabriu no dia 6 de agosto, já estreando com grandes filmes do circuito de cinema nacional e indicado ao Oscar. 

Atualmente o Cine Cultura de Palmas, que está localizado na Sala Sinhozinho, abrigada no Espaço cultural, está em funcionamento atendendo todas as normas de distanciamento entre pessoas, o uso obrigatório de EPIs, além da capacidade, que foi reduzida a 50% de ocupação. 

Porém, por incrível que pareça, a sala de cinema que já existe há mais de 10 anos ainda é pouco conhecida, e tem palmense que nem mesmo sabia da existência do Cine Cultura é o caso de Ingrid Nascimento, de 21 anos, que ficou surpresa ao ser questionada se já tinha ido ao cinema. “É sério? Existe mesmo um cinema no Espaço Cultural? Eu estou realmente surpresa, não tinha conhecimento. Eu sei que lá tem o teatro de Palmas, e eu já até fui em espetáculos, mas não sabia que tinha um cinema”. 

Isso se deve, possivelmente, por dois motivos: o primeiro por conta das obras exibidas e a divulgação. Os títulos exibidos no Cine Cultura costumam fugir dos filmes do tipo blockbuster, que são aqueles longas de grandes estúdios, que recebem muito financiamento e acabam se tornando filmes populares em todo mundo, que são tão comuns nas salas de cinemas comerciais. 

O Cine Cultura dá preferência a obras regionais, nacionais e internacionais, prioritariamente que sejam independentes e que gerem, de alguma forma, o debate social através da sétima arte. Isso permite com que longas e curtas produzidos por cineastas locais e até mesmo filmes nacionais e internacionais, que por vezes foram premiados em festivais de cinema no mundo inteiro, e até protagonizados por atores consagrados, sejam exibidos aqui na nossa capital uma vez que essas obras não costumam ser exibidas em franquias de cinemas que estão em Palmas, que hoje conta com apenas outros dois e que são comerciais: Cinemark e Lumière. 

Através da Fundação Cultural de Palmas, o Cine Cultura consegue promover editais de cultura, Festival de Cinema e Vídeo do Tocantins (Chico), além do projeto Cine Escola, que tem como objetivo introduzir alunos de escolas públicas, que não tem acesso às salas de cinema comerciais, nas produções locais, que retratam, por vezes, até mesmo o cenário que eles estão incluídos, mas também a filmes nacionais e internacionais. 

Para Paulo Fernandes, empresário de 35 anos, o que falta para o Cine Cultura é a divulgação. “Eu conheci o cinema através da escola que estudava, que era pública, e todo ano levava uma turma para poder assistir algum filme. Eu fui crescendo e continuei a frequentar. Por se tratar de um cinema que está localizado em um espaço que é público, a divulgação não é muito eficiente. Só fica sabendo da programação quem realmente conhece o local. Os eventos que acontecem, por exemplo, como a maratona do Oscar, festival Chico, e até mesmo chamadas para editais públicos para ter filmes e projetos apoiados, são pouco divulgados”. 

O Cine Cultura é essencial para Palmas, principalmente por estar em um estado com uma cena expressiva de cinema. Para Jessica Costa, o cinema do Espaço Cultural proporciona o equilíbrio perfeito e necessário. “Não é que eu seja contra o cinema comercial, não é nada disso! Assisto à Marvel também, mas eu sinto a necessidade, e acho que todos deveriam ter também, de olhar para outras narrativas que estão acontecendo em circuitos culturais regionais e nacional. Que expressam uma realidade que está ao nosso lado, e não notamos. Consumimos histórias de Nova York, Paris, entre tantos lugares, e não nos damos conta de algo que está acontecendo aqui no interior do estado, ou nas periferias do Rio, ou na seca do Nordeste”.

E para os interessados, dá para acompanhar informações sobre o Cine Cultura no site curtapalmas e também pelo perfil do cinema no Instagram, @cineculturapalmas, atualizado frequentemente. 

Além disso, o cinema está com um cronograma animado e recheado com bastante música. Os Sábados Musicados é uma programação que exibirá documentários e cinebiografias musicais de artistas nacionais. A programação começou no último dia 9 ao apresentar o filme Alcione o Samba é Primo do Jazz, e vai se estender até 27 de novembro. Os ingressos custam  R$ 12,00, inteira, R$ 6,00 a meia. 

Abaixo você pode conferir o que ainda será exibido na programação do Sábados Musicados:

16/10 às 20h: Chorão: Marginal Alado
30/10 às 20h: Chico: Artista Brasileiro
06/11 às 20h: Cássia Eller
13/11 às 20h: Reginaldo Rossi, Meu Grande Amor
27/11 às 20h: Tim Maia 

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