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Coletivo Somos denuncia vereador Filipe Martins por fala preconceituosa na tribuna da Câmara Municipal de Palmas

Imagem: Divulgação

Por João Pedro Gomes

O Coletivo Somos registrou, nesta quarta-feira (25), um Boletim de Ocorrência contra o vereador Filipe Martins (PSDB), que fez um discurso homofóbico na tribuna da Câmara Municipal de Palmas durante a sessão de terça-feira (24), afirmando que “a livre orientalção sexual, porta para a abertura da pedofilia”, dentre outras alegações infundadas e preconceituosas.

Em seu pronunciamento completo, ele afirmou também que: “A lei da palmada, proibição dos pais corrigirem os seus filhos. A ideologia de gênero nas escolas, pais não terão mais o poder sobre educar os seus filhos. A questão do aborto, a obrigatoriedade dos ministros, qualquer que seja a sua crença, o seu culto, resguardado pela constituição livre direito de culto, a serem obrigados a realizarem união do mesmo sexo dentro das suas instituição”. A fala completa pode ser ouvida neste link a partir de 1:45:30 minutos.

O Coletivo denunciou o parlamentar pelo crime de homofobia, punível pela Lei 7.716 de 1989. Em seu discurso, o parlamentar relacionou uma orientação sexual com o crime de exploração sexual de menores, fruto de desinformação e notícias falsas. Ele ainda afirmou que as forças armadas devem pacificar o Brasil no dia 07 de setembro, e defende “os bons constumes”. Após criticar também alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, ele finalizou sua fala com o lema do atual presidente do país, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. 

Em um vídeo publicado nas redes sociais do grupo Somos, o Coletivo, pontuou: “Estamos aqui na delegacia da Polícia Civil para registrar um B.O. contra o vereador Filipe Martins pelas falas dele ontem na tribuna da Câmara Municipal. Ele precisa entender que não está acima da lei e que homofobia é crime e que aqui [Delegacia] nossos direitos são assegurados. Imunidade parlamentar não é chanceler para que as pessoas saiam por aí atingindo grupos minoritários de maneira criminosa. Ele é um representante do povo e grupos minoritários fazem parte do povo, e se nós somos esse povo, ele é nosso funcionário e tem que nos respeitar’”.

Revisão por Ivan Trindade

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