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Contrariando opinião de moradores, pesquisa do Banco Mundial afirma que Palmas tem os tributos mais baixos dentre as capitais

Por Ivan Trindade

Um estudo do Banco Mundial, que avalia ambiente de negócios para pequenas e médias empresas nas capitais do País, afirmou que é Palmas possui os tributos municipais mais baixos entre as capitais brasileira. Segundo a pesquisa, a Capital do Tocantins apresentou um índice de 0,56% dos lucros empresariais, enquanto a média nacional é 1,79%. O estudo chamado: “Doing Business Subnacional Brasil 2021”, foi publicado nesta terça-feira, 15.

Já sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), avaliado pelo relatório como o tributo municipal mais caro, é o mais baixo em Palmas, uma média de 0,43% dos lucros das empresas, sendo que a média no Brasil é de 1,65%. Como exemplo, o Banco apontou o fato de que o IPTU cobrado em Palmas é oito vezes menor (valor médio de R$ 8.132,00) que o tributado no Rio de Janeiro, R$ 65.649,00 por ano, o valor mais alto do País.

Já no ranking que avaliou onde é mais fácil fazer negócios, Palmas ficou em 6º lugar, com 56,8 pontos, uma média da pontuação nos cinco tópicos avaliados: abertura de empresas, obtenção de alvarás de construção, registro de propriedades, pagamento de impostos e execução de contratos. Em primeiro lugar ficou São Paulo, com 59,1 pontos e em último, Recife com 51 pontos.

Em nota encaminhada à imprensa, o secretário municipal de Finanças, Rogério Ramos, afirmou que o fato de Palmas ter o menor índice de cobrança de impostos municipais, sobretudo o IPTU, faz parte de uma política implementada pela prefeita Cinthia que respeita a capacidade contributiva do palmense. “Dessa forma, propomos arrecadar pouco sobre muitos e com isso tivemos até um crescimento na arrecadação dada a essas medidas de respeito ao contribuinte”, afirmou.

Em contramão ao apontado pela pesquisa, o empresário Carlos Silva pontuou que tem sofrido cada vez mais com os valores cobrados pelas taxas impostas pelo Executivo. “As vezes os impostos nos impedem de crescer mais o quanto poderíamos”, disse.

Já a servidora pública, Samila Espíndola, problematizou o que foi referido pela pesquisa, uma vez que, para ela, os valores aparentam estar cada vez mais altos na Capital. “Não entendo como Palmas pode ficar com tal posição, quando mensalmente gastamos tanto com esses impostos”, finalizou.

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