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Dia Mundial da Doença de Chagas: Entenda a importância da prevenção

O vetor da transmissão primária da doença é um inseto triatomíneo mais conhecido como “barbeiro”. Crédito: Divulgação Saúde.

Por Gabriela Santos

Na quinta-feira, 14, é celebrado o Dia Mundial da Doença de Chagas e a Secretaria Estadual de Saúde (SES-TO) divulgou um alerta sobre a importância de dar visibilidade à doença e as formas de prevenção.

Segundo informações divulgadas pela pasta, a data comemorativa foi estabelecida em 2019, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Sendo uma enfermidade infecciosa aguda e crônica causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a doença de chagas na maioria dos casos é silenciosa, podendo vir a comprometer a saúde do coração e do sistema digestivo da população em geral.

As principais formas de transmissão da doença são a vetorial, oral, vertical, transfusional e acidental; sendo o vetor da transmissão primária da doença um inseto triatomíneo mais conhecido como “barbeiro”.

Dados da doença

Segundo a OMS, estima-se haver entre 6 e 7 milhões de pessoas contaminadas pela doença de Chagas no mundo. No Tocantins,  no período de 2007 a 2021 ocorreram 57 novos casos da doença na forma aguda. E devem ser acompanhados e avaliados anualmente pelas secretarias municipais de saúde onde ocorreram estes casos.

O atual perfil epidemiológico da doença no Tocantins revela potencial risco de haver transmissão vetorial da doença. Isto devido à urbanização do vetor, o barbeiro, que viabiliza um número maior de pessoas expostas ao risco de adoecimento.

Panorama epidemiológico

De acordo com informações divulgadas pelo Governo do Estado, em 2021 foram capturados 3.245 triatomíneos (barbeiros) em 110 municípios do Estado, sendo que em 70 destes municípios, 355 triatomíneos estavam infectados por Trypanosoma cruzi. Contendo assim, riscos de haver transmissão vetorial da doença através da captura do vetor infectado, possibilitando o contato dos moradores com as fezes infectadas do vetor.

Ressalta-se que dos 110 municípios, em 76 deles a captura do vetor foi na zona urbana, sendo que em 39 deles foi detectado risco da transmissão domiciliar. A SES explicou ainda que dos 110 municípios, em 33 deles houve captura do vetor em prédios públicos e em 11 deles o vetor foi capturado infectado.

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