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É FOGO NO PARQUINHO! DE OLHO NA CASA MAIS VIGIADA DO BRASIL!

COMENTÁRIOS SEMANAIS SOBRE O BIG BROTHER BRASIL 21

TRETAS RAIZ, A QUEDA DA KOBRA E O JOGO VIRANDO: UM MÊS DE PROGRAMA!

Coluna por Nathan Scano

O BBB21 completou seu primeiro, mês repleto de emoções, dramas e narrativas conturbadas. Em quatro semanas a casa mais vigiada do Brasil proporcionou tantos acontecimentos marcantes, reviravoltas interessantes e records que já podemos colocar esta edição com facilidade entre as dez melhores do Reality.

Apesar de em meu último texto ter manifestado preocupação com relação ao futuro da atração por conta das definições de grupos, protagonistas e antagonistas muito bem estruturadas e que davam margens para uma futura situação de inércia essa semana mudei completamente de ideia. No completar da quarta semana fomos agraciados por mais algumas mudanças, conflitos e subtramas que demonstram que ainda temos muito programa pela frente.

O JOGO VIROU NÃO É MESMO?

Antes de mais nada precisamos retomar que em primeiro momento o BBB21 foi dominado por um grupão hegemônico ao mesmo tempo que se formou uma resistência, G4 e agora G3. Porém a situação mudou, o gabinete do ódio aos poucos foi se dissolvendo, Nego Di foi eliminado, Lumena freou seu comportamento agressivo e começou a se isolar mais, assim como a baiana, Projota também foi aos poucos se afastando do Grupo e firmando sua aliança com seu “fiel seguidor” Arthur.

Assim, no final da terceira semana de programa o grupo de Karol Conká foi não somente encerrado, como também passou a ser alvo da casa, isto porquê ao fim de sua liderança, a Curitibana acabou por não vetar Sarah Andrade da prova que definiria o próximo líder. Andrade que já vinha demonstrando habilidade em relação a provas e desempenho físico, logo após voltar do paredão (indicada por Karol) venceu a prova para alegria do Brasil e futura derrota de Conká, que agora foi para a berlinda e acabou eliminada batendo o record de rejeição do programa.

O jogo virou completamente, algumas máscaras caíram e aqueles que antes lutavam para resistir ao grupão hegemônico, agora assumiram uma posição de ataque. Os membros do G3 que vinha a três semanas lutando para escapar do paredão, essa semana puderam ter um descanso maior em relação a isto, uma vez que Sarah alcançara a liderança e o foco da passou a ser os restantes do gabinete do ódio.

O motivo da mudança no tabuleiro foi o paredão anterior que contava com membros de todos os três grupos (Gabinete do Ódio, Centrão e G3), que de uma certa forma possibilitou a casa um certo parecer sobre a visão do público em relação aos grupos. Por mais, que ninguém ali dentro, tenha tido informações concretas sobre o resultado em si, foi o necessário para que a casa toda se antena-se e reestruturasse seus posicionamentos.

O Centrão, Vih Tube, Thais, Camilla e João, foram aos poucos se tornando mais articulados com o G3 e direcionando seus votos para Projota, que outrora era o principal articulador do Gabinete do Ódio. Além destes, os “bastiões”, Caio e Rodolfo que também se mantinham isentos e jogando em ambos os lados, também tentaram em primeiro momento fortalecer uma parceria maior com Sarah, uma vez que ela era a nova líder, mas permanecem com jogo duplo e assim perderam popularidade.

A REINVENÇÃO DE FIUK

Enquanto alguns participantes foram aos poucos se realocando e reposicionando seus jogos de acordo com os rumos da hegemonia, Fiuk aproveitou a zona de conflito e as mudanças para se reinventar. O filho de Fabio Junior (“da Gloria Pires não”) entrou no programa como um dos favoritos. Aclamado pela juventude do twitter e como uma promessa de Boninho para protagonista da edição o jovem cantor entrou com expectativas altíssimas. Todavia, em poucos dias o papel de príncipe e “fado sensato” foi aos poucos se esgotando e já na primeira semana o cancelamento veio.

Fiuk se preparou em alto nível. Contratou duas professoras especializadas em questões raciais e feministas para organizar seu discurso dentro do programa afim de transparecer sensatez, e assim ser aclamado. Porém, o sujeito além de parecer não ter apreendido com profundidade os ensinamentos de suas educadoras, com seus discursos rasos e pedantes, também irritou o público com seu autoritarismo e personalidade um tanto ríspida.

Todavia o jogo foi mudando e aos poucos o cantor foi se apagando. Começara como favorito, depois cancelado e meme de “esquerdo macho”, até que nas semanas seguintes nem era lembrado em meio aos acontecimentos e conflitos da casa, sendo excluído e raramente aparecendo na edição. Então novamente passou a ter destaque entre o público e edição através de chacotas em relação ao seu vício em tabaco e sua aparência mórbida e um tanto desgastada.

Porém, nessa quarta semana de programa, após voltar de seu primeiro paredão, obtendo assim uma certa aprovação do público, Fiuk se renovou. Sua aparência melhorou, seu semblante transpareceu uma alegria e uma revitalização em relação ao seu comportamento, alianças e envolvimento que o colocaram novamente junto aos protagonistas e favoritos ao prêmio de um milhão e meio de reais.

De volta e agora tornando-se uma peça importante, o cantor aparenta que irá render não somente memes, mas também fofocas, discussões e mudanças para o jogo em si.  Isso por sua vez nos dá ainda mais esperanças em relação a plantas e outros sujeitos que se mantém apagados e tem possibilitado pouco entretenimento.

BASCULHOS, BRABAS E ENTRETENIMENTO PURO

Essa semana também fomos agraciados com algumas “tretas raiz”, discussões de alto nível, nos padrões BBB é claro. A primeira delas, o conflito entre Gil e Pocah na qual o pernambucano utilizou de uma expressão regional para ofender a funkeira, que por sua vez se desnorteou em meio a discussão, perguntando o que seria basculho, já entrou para oranking de melhores barracos do reality show.

Da mesma forma que o primeiro conflito, o embate entre Karol Conká e Camilla de Lucas no qual ambas trocaram farpas com direito a deboche, dancinha e beijinhos também fez parte dos assuntos mais comentados e tem seu lugar no pódio dos barracos da atração. A discussão reverberou tanto, gerando não somente memes e comentários sobre o acontecimento, como também propiciando a de Lucas mais de 1 milhão de seguidores logo em seguida.

Esses conflitos deram um reconforto a audiência e possibilitaram, ao trazem um entretenimento leve, no qual os amantes da atração estão acostumados. Foram discussões normais, que envolviam questões pessoais, mas sem o peso de uma militância de telão e assim com uma espontaneidade que as tornaram tão divertidas.

Vimos no final dessa primeira temporada/mês do reality o tipo de entretenimento que queríamos desde o começo. Reviravoltas, quedas e ascensões, embates e intrigas simples, além de novas nuances de sujeitos que vinham apagados e a renovação de outros. Desta forma podemos ficar mais tranquilos quanto aos rumos da próxima temporada. Novas histórias estão surgindo e se continuarem fluindo neste ritmo e com este tom, acredito que a segunda parte irá apresentar ainda mais entretenimento que vimos até então. Aguardemos ansiosos pelo que está por vir.

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