fbpx

Informação salva vidas: confira dicas de como evitar afogamentos e como proceder mediante um

Imagem: Divulgação

Por João Pedro Gomes

Dados de 2019 das Nações Unidas apontam que, por ano, cerca de 236 mil pessoas vêm a óbito por afogamento. Esse índice ocupa o terceiro lugar no ranking de mortes por acidente, representando aproximadamente 8% dos falecimentos no mundo. A pesquisa aponta ainda que cerca de 90% dos casos acontecem nos países de média e baixa renda. Para prevenir e conscientizar a população mundial, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o dia 25 de julho como Dia Mundial da Prevenção ao Afogamento.  

No Tocantins, até o dia 09 de setembro deste ano, já haviam sido registrados 53 casos de falecimento por este tipo de asfixia. Até então, a última vítima foi um adolescente de 13 anos de idade que se afogou no município de Ponte Alta do Tocantins, em um rio de mesmo nome. O local é um ponto turístico bem movimentado na cidade, e o jovem brincava com amigos a cerca de 300 metros de uma ponte, mas não sabia nadar e foi levado pela correnteza. 

Ao passo que o estado é um dos estados mais quentes de todo o Brasil, chegando a marcar 40ºC (ou até mais) durante o período de maior estiagem, existem diversas opções para matar o calor: praias, lagos, rios, cachoeiras, piscinas, e os moradores podem recorrer à elas para se refrescar. Contudo, todo cuidado é pouco na hora de dar um mergulho e, para isso, a Revista PMW Digital separou, com a ajuda de profissionais, algumas dicas para que a diversão seja garantida com total segurança.

Pegando aquela piscina com segurança

Caso você tenha piscina em casa, é necessário tomar uma série de cuidados, principalmente se na residência houver alguma criança pequena. Primeiro, é preciso se certificar de que ela não tenha acesso à piscina, e caso tenha, é preciso que haja barreiras que impeçam a entrada; além de que elas nunca devem estar sozinhas. Os afogamentos geralmente são rápidos e silenciosos, por isso, existem também alarmes que indicam “invasões” à água. 

Quando maiores, as crianças devem aprender a nadar, e caso os pais não saibam, também precisam se instruir. É indispensável que os responsáveis conversem com os menores sobre a importância de não nadar sozinhos, nem fingirem que estão se afogando e nem empurrarem os colegas na água. O uso do colete salva-vidas também é uma necessidade, e para evitar o pior, os pais devem sempre possuir um telefone próximo para casos de emergência, para ligarem para o SAMU (192) ou Corpo de Bombeiros (193).

Brinquedos próximos à área da piscina devem ser evitados, para que assim as crianças não se sintam tentadas a irem até o local. Cisternas, tonéis, poços e os diversos tipos de reservatórios de água devem permanecer sempre trancados. É importante estar sempre atento porque bebês podem se afogar em qualquer reservatório com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, portanto, banheiras, pias, vasos sanitários, baldes e outros recipientes devem ser monitorados. 

Vai ao rio? Siga essas dicas para garantir sua segurança:

Cachoeiras de Taquaruçu, Praias do Prata e do Caju, Lagoa do Japonês, Lagoa do Peixe, dentre outros diversos pontos turísticos tocantinenses são destaque principalmente na época mais quente do ano, quando o estado chega ao pico de calor. De fato, o que não falta no Tocantins é água para se refrescar, todavia, é importante que os devidos cuidados sejam tomados para que a diversão não acabe em tristeza.

Primeiro, se estiver bêbado, em caso algum entre nas águas; é perigoso para você e para as pessoas ao seu redor, visto que o álcool altera os sentidos e a coordenação motora. Este ano já houve registro de óbitos por afogamento de pessoas que haviam ingerido bebida alcoólica antes de entrarem em rios. Além disso, nunca adentre aos riachos e lagos durante a noite, a pouca visibilidade é extremamente perigosa.

Preste atenção às placas de sinalização e as respeite, fique apenas nos locais seguros do rio/cachoeira. E por mais que saiba nadar, não dispense o uso de boia e colete salva-vidas, mesmo nos momentos em que tudo parecer bem. Inclusive, evite ultrapassar a linha da cintura em locais com correnteza, para não se surpreender com buracos no solo, ondas e correntezas fortes inesperadas. Inclusive, é de suma importância que sempre que for mergulhar, esteja acompanhado de alguém, pois reduz as chances de um acidente “escondido”, sem ninguém chamar socorro. 

Tenha atenção dobrada com as crianças: o ideal é que uma (ou mais) pessoa(s) fique(m) responsável(is) por elas, concentrando-se exclusivamente no cuidado dos pequenos. Mesmo que o local tenha um salva-vidas, é importante que não haja descuido algum com os menores, visto que nesta época do ano há muitas pessoas para serem vigiadas nos rios, clubes, cachoeiras e etc.

E se ocorrer um afogamento? Como proceder? 

De início, é importante que, se você vai auxiliar alguém que está se afogando, é necessário que saiba nadar, do contrário, se intrometer na situação pode só piorar as coisas. Caso não tenha conhecimento de primeiros socorros, apenas jogue um objeto para que a pessoa possa se agarrar e se manter sob a superfície, facilitando assim com que ela seja puxada de volta para a margem. Jamais ofereça sua mão para a vítima agarrar, já que você pode ser puxado para a água, ofereça o pé para puxar o indivíduo.

Caso entre na água para salvar a vítima, sempre avise as outras pessoas que você irá fazer isso, e antes de pular, tire os sapatos e todas as roupas que possam pesar na água. Além disso, leve consigo um material para a pessoa se apoiar, como uma boia. Caso o indivíduo esteja inconsciente, a deite no chão com a barriga para cima e faça massagem cardíaca para que ela cuspa a água e volte a respirar. Veja a imagem abaixo exemplificando:

Imagem: Tua Saúde

Revisão por Ivan Trindade

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *