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Instituto Butantan desenvolve a ButanVac, primeira vacina 100% brasileira

Imagem: Governo de São Paulo

Por João Pedro Gomes

A primeira vacina totalmente brasileira, desenvolvida pelo Instituto Butantan, foi anunciada na manhã desta sexta-feira, 26. Agora, uma autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será solicitada para iniciar os estudos clínicos em pacientes voluntários. Caso haja a autorização, as testagens podem ter início ainda em Abril, de acordo com o Instituto.

Informações oficiais apontam que em maio a fabricação em massa terá início, o que possibilitará que as doses estejam disponíveis a partir de julho, caso a Anvisa permita a utilização das doses, que já levam em conta a variante surgida no Brasil, intitulada P1. Cientistas também informam que utilizaram a mesma tecnologia da vacina contra a gripe, e asseguram que esta vacina tem uma resposta imune maior do que as distribuídas atualmente. 

O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou: “Protocolaremos esse material ainda hoje e vamos dialogar intensamente com a Anvisa para que ela perceba a importância da autorização do início desses estudos clínicos o mais rapidamente possível, para que possamos em um mês e meio, dois meses e meio, terminar essa fase de avaliação clínica e iniciar a produção (…) “Nós aprendemos com as vacinas anteriores, já sabemos o que é uma boa vacina contra a Covid-19. Essa será uma vacina de segunda geração, mais imunogênica”, finaliza. 

A vacina, que recebe o nome de ButanVac, começou a ser produzida há exatamente um ano atrás, 26 de março de 2020, e foi desenvolvida com matéria-prima brasileira e a mesma tecnologia usada na vacina da gripe. Covas afirmou que a vacina foi enviada para outros países durante a fase pré-clínica, e que as avaliações realizadas em animais na Índia apontaram ótimos resultados. João Dória (PSDB), governador de São Paulo — de onde ocorreu a coletiva de imprensa para o anúncio da ButanVac — afirmou que, além da Anvisa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também irá receber, nesta sexta, todas as informações sobre a nova vacina, para acompanhar o desenvolvimento dos testes clínicos desde o início. 

O pedido de autorização é para a realização das fases 1 e 2 de testes da vacina, nas quais serão avaliadas segurança e capacidade de promover resposta imune com 1.800 voluntários. Na fase 3, até 9.000 pessoas devem participar, e a etapa vai estipular a porcentagem de eficácia. O objetivo é encerrar os testes e ter 40 milhões de doses da vacina prontas antes do final de 2021.

Revisão por Ivan Trindade

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