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Justiça do Rio determina prisão do prefeito Marcelo Crivella

Imagem: CNN.

Por João Pedro Gomes


Pouco antes das 6h da manhã de hoje (22), o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos) foi preso e afastado do cargo em meio a Operação Hades, que apura um suposto sistema de pagamento de propina para a autorização de contratos da Prefeitura do Rio, também conhecida como “QG da Propina”.

Foi determinado pela desembargadora Rosa Helena Penna Macedo a abstenção do prefeito da realização de qualquer atividade relacionada ao cargo de prefeito. No documento, a magistrada afirma que Crivella era chefe de uma organização criminosa que trabalhava internamente na prefeitura Além disso, pontuou que sua manutenção no cargo até o final do mandato implicaria em riscos à ordem pública, mesmo que faltem poucos dias para o término.

A ação Hades foi deflagrada em março e é o resultado de um trabalho conjunto do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Polícia Civil. “Fui o prefeito que mais combateu a corrupção na Prefeitura do Rio de Janeiro”, declarou Crivella a jornalistas antes de prestar depoimento na Delegacia Fazendária, na Cidade da Polícia, onde prestou depoimento.

O seu mandato está quase no fim, já que ele perdeu a reeleição para Eduardo Paes (DEM) no segundo turno das eleições, ainda em novembro. Quem assume o cargo de prefeito é o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felippe (DEM). O antigo vice-prefeito Fernando Mac Dowell morreu em maio de 2018, em decorrência de um infarto. 

Mais mandados de prisão

O ex-senador Eduardo Lopes (Republicanos-RJ) — que não foi encontrado em casa —, o ex-tesoureiro de campanhas eleitorais de Crivella, Mauro Macedo, e  o empresário Rafael Alves também são alvos da ação. Há mandados contra Fernando Morais (delegado), Cristiano Stokler e o empresário Adenor Gonçalves. 

Todos são acusados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. 

Revisão por Ivan Trindade

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