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Justiça Federal condena servidor público a mais de 37 anos de prisão por pedofilia e posse de pornografia infantil

Foto: Hodirley Canguçu

Por João Pedro Gomes

Um homem de 28 anos foi condenado a mais de 37 anos de prisão pela Justiça Federal pelo crime de pedofilia no município de Tabocão do Tocantins. O criminoso abusou sexualmente de cinco crianças e adolescentes entre 2019 e 2021, gravou e distribuiu as cenas na internet, o que chamou atenção da Polícia Internacional (Interpol), que denunciou o caso para a Polícia Federal.

Em março deste ano, o homem havia sido preso preventivamente durante a operação Athoótita (inocência, em grego), e confessou todos os crimes que era acusado durante a audiência. A defesa chegou a alegar insanidade mental e problemas psicológicos, mas a tese não foi aceita pelo juiz João Paulo Abe. 

A decisão julgou: “Segundo descreve a denúncia, entre os anos de 2019 e 2021, o acusado […] praticou cinco atos libidinosos com três crianças e um adolescente, visando satisfazer sua lascívia. Cada uma das vítimas foi sexualmente abusada ao menos uma vez, com exceção de uma delas, violentada sexualmente por duas vezes”. 

As penas somaram, ao todo, 37 anos e 11 meses de prisão, todavia, por estar recluso há três meses, esse tempo será reduzido da pena, sendo que ele ainda pode recorrer da decisão. 

Investigação 

Autoridades dos Estados Unidos detectaram 54 arquivos de pornografia infantil armazenados em uma nuvem na conta do servidor público. Assim, a Interpol entrou em contato com a Polícia Federal, que identificou o homem a partir do rastreamento do Protocolo de Internet – IP. 

Ao apreender os dispositivos eletrônicos, mais 26 imagens de pornografia infantil com as vítimas foram encontradas pela PF. Ao todo, 94 imagens e vídeos haviam sido disponibilizadas pelo réu para a internet.

Revisão por Ivan Trindade

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