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LIMITE: um ato de amor

Imagem: Divulgação/Internet

Por Taiana Avelino Arrais, Psicóloga, psico-terapeuta e psico-oncologista

Quem disse que educar é uma tarefa simples???

“Não se nasce cidadão exemplar, é preciso formá-lo”. A tempos percebemos que existe uma crise de valores em que a falta de limites e ausência de bons exemplos traçam muitas das características que os jovens carregam para a vida adulta. A falta de tempo implica a não participação direta na rotina dos filhos…corrigir e orientar. Porque precisamos estar sempre ocupados e cansados??? Que qualidade de tempo que temos?? Como nos sentimos quando percebemos a desobediência e a distância dos filhos??

O que significa então, limite? Vamos entender: pelo dicionário; seria uma linha que, real ou imaginária, delimita e separa um território de outro e pela psicologia, são regras ou normas de conduta que fazem parte essencial da educação das crianças, possibilitando uma melhor harmonia no seu desenvolvimento e organizando suas relações sociais. Então… estabelecer limites é um ato de amor, pois a gente ensina as pessoas como queremos ser tratados sabendo que, o que permitimos, aceitamos e permanecerá.

Limite faz parte da formação da nossa personalidade. Ensiná-lo, é respeitar o espaço do outro para que o outro possa respeitar o seu próprio espaço, e isso é algo que lhe será muito útil em sua vida adulta, no convívio familiar e no plano profissional. Para isso, existem realmente alguns fatores que nos impede de dar limites muitas vezes necessários.

O primeiro é o medo e/ou insegurança do que vão pensar ou vergonha que nos vejam incapazes, ou nos achem maus e chatos, dificultando em fazer o que é certo. Acompanhar a criança nessa vivência dos limites é, sim, responsabilidade dos adultos, mas, de maneira geral, precisamos lembrar que algumas inabilidades e dificuldades dos pais e afins nessas situações estão ligadas às suas próprias vivências relativas a esse tema. O segundo fator, está na nossa vontade enfraquecida. Duro “bancar” e muitas vezes camuflar a total responsabilidade de dizer alguns nãos, estabelecendo com clareza, coerência e firmeza o limite necessário. A tarefa de educar é cansativa e demanda muita sondagem de si próprio para saber, hoje em dia, o que realmente é certo, bom constante, consequente e principalmente no que se acredita ser o que me motiva e desperta. Neste aspecto, o bem precisa ser desejado e não imposto.

Quando, como adultos, entendemos esse desafio, permitimos que à criança encontre formas próprias que frente a uma discordância, frustração ou impossibilidade de realizar o que deseja, desenvolva maneiras criativas de se comportar diante de situações da vida, fazendo e assumindo escolhas frente ao novo… autonomia e respeito. Também é uma forma de confirmar para a criança que alguém está cuidando da sua integridade física e moral.

Para que nossas crianças aprendam a respeitar o próximo, respeitar o fato de não ser únicas no mundo, precisamos ensiná-las, promovendo a tolerância e o entendimento de que amar é dar e ter limites!!!!

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