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Malware: a infecção do seu dispositivo

Por Luiz Filho

Que a tecnologia é fundamental para o nosso dia a dia, isso nem é mais necessário pontuar. O problema está, que parte dessa tecnologia consumida durante o dia, é uma grande porta de entrada para o malware.

O malware, abreviação de “software malicioso” (em inglês, malicious software), é um programa de computador desenvolvido especialmente para invadir e infectar dispositivos, podendo assumir diversas formas como, por exemplo, os famigerados vírus, além dos cavalos de Tróia, spyware e entre outros.

Sua função pode variar de acordo com sua criação, por exemplo, o spyware, que é desenvolvido para transmitir informações pessoais, como números de cartões de crédito, senhas de banco, de sites financeiros e etc. Sua forma de “contaminação” é muito fácil, basta clicar num link infectado ou baixar um arquivo de caráter duvidoso, e pronto, o malware está instalado.

Um dos aplicativos que mais cresce no Brasil, o Telegram, tem sido alvo de malware. O app de mensagem já está em mais de 45% dos smartphones dos brasileiros, porém é a versão para desktop que está sofrendo com esses ataques, especificamente no sistema operacional Windows.

A tática utilizada para espalhar o malware é simples, mas muito eficiente. São criados sites que tentam se passar pela página oficial do Telegram, com o objetivo de confundir os usuários e fazer com que acreditem estar baixando a versão Windows do aplicativo, quando na verdade estão baixando malware.

Quem descobriu o golpe, de forma despretensiosa, foi o pesquisador suíço Jannis Kirschner, que ao tentar baixar a versão do aplicativo para o computador, procurou pelo site oficial da plataforma no Google e o segundo link da pesquisa era justamente um que continha malware, se passando pelo site oficial. O próprio pesquisador admite que quase cometeu o erro de baixar, de tão convincente que era o site.

O pesquisador conseguiu identificar que três sites disponíveis no resultado do Google indicavam para sites falsos, sendo eles telegramdesktop “ponto com”, “ponto org” e “ponto net”. Kirschner ainda conseguiu alguns dados que mostraram que em dois dias mais de 2.746 downloads do malware foram realizados.

Historicamente, o malware teve um início de produção de forma muito imatura e sem precedentes para fins, de fato, criminosos. Eram feitos por adolescentes que queriam se divertir invadindo computadores de amigos. Atualmente existe uma grande rede de criminosos que criam os programas para finalidades criminosas.

Esses “criminosos profissionais”, podem utilizar de várias táticas sofisticadas para poderem aplicar os golpes. Maria Fernanda de Freitas, teve dados bancários roubados após abrir um e-mail. “Eu estava esperando resposta de uma vaga de emprego, não sei como, mas o e-mail chegou para mim com o título parabéns. Quando abri tinha um link, que só dizia cadastre-se. Fui direcionada a um site, mas não carregava. Então respondi o próprio e-mail informando, porém não tive resposta. Entrei então em contato com a empresa, que me informou que não tinha me enviado nada. Foi quando conferi o endereço de e-mail e percebi que ele era parecido, mas não era o mesmo”.

Segundo Maria Fernanda, no mesmo dia começou a notar compras estranhas em aplicativos de comida que não tinham sido feitas por ela. “Começou a chegar notificações seguidas de compras em aplicativos, porém não tinha pedido nada. A minha sorte é que na mesma hora eu bloqueei o cartão. Porém foram mais de R$ 300 em compra, precisei entrar em contato com banco, depois realizei o BO e até hoje aguardo se terei ou não o ressarcimento desse valor”.

Esse tem sido uma das formas mais comuns de ação, que consiste em esvaziar sua conta bancária ou realizar várias compras em seu nome. Mas ainda tem casos em que os hackers vendem seus dados, como RG, CPF, endereço, número de cartão, senhas, entre tantos outros, ao mercado clandestino, onde eles valem muito e podem ser utilizados de diversas formas possíveis.

Em alguns casos, como foi observado pelo site de tecnologia Public CIO, esses criminosos podem até mesmo travar as informações. Ou seja, depois que invadem e capturam as informações desejadas, o proprietário fica sem acesso aos seus próprios arquivos e recebe então uma proposta de resgate dessas informações. Algo muito comum de acontecer com fotos intimas e/ou informações sigilosas, em que os principais atingidos são políticos.

E aí que entra o famoso antivírus, responsável por cuidar de fazer uma varredura no seu dispositivo em busca de malware. Porém especialistas alertam que até mesmo quando você vai baixar um antivírus, pode ter criminosos que falsificam links, e aí quando você está indo buscar justamente uma proteção seu dispositivo é infectado.

Os criminosos utilizam da falta de conhecimento e inocência das vítimas, por isso o essencial é saber identificar se o site é confiável, conferir se é realmente o site oficial. Antes de clicar em um link, tente copiar o endereço de destino e cole em alguma aba sem dar o enter, para conferir se ele irá te direcionar para onde ele diz. Não abra links desconhecidos, principalmente em e-mails. Sempre confira o endereço do remetente do e-mail, é muito comum ter uma letra trocada ou o mesmo endereço mas com o final trocado para .org, .br. E, obviamente, um antivírus é essencial para a proteção, inclusive para seus dados financeiros.

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