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Natividade festeja 288 anos com Festival Gastronômico e Folia do Divino

Imagem aérea mostra praça da Matriz de Nossa Senhora da Natividade durante do Encontro das Folias do Divino. Crédito/Foto:Flávio Cavalera/Governo do Tocantins.

Por Gabriela Santos 

A cidade mais antiga do Tocantins celebra nesta quarta, 1º de junho, 288 anos de criação. Segundo informações divulgadas pelo Governo do Tocantins, a comemoração deste ano retoma atividades tradicionais, como a Alvorada às 5 horas e o Momento Cívico com apresentações das escolas a partir das 7 horas, na Praça Leopoldo de Bulhões.

De acordo com a pasta, a programação continua às 14h30, com a reabertura da Galeria de Gestores Públicos na Casa de Cultura Amália Hermano Teixeira, e abertura da Feira Gastronômica às 19 horas, com apresentações de grupos culturais. Na quinta e na sexta, além da continuidade da feira haverá shows musicais respectivamente com o cantor gospel Thalles Roberto e a dupla sertaneja Cleber e Cauan,  a partir das 22h30.

Tradição

A Festa do Divino Espírito Santo é uma tradição que já soma 118 anos na cidade histórica. A programação também começa nesta quarta, às 19h30, com missa na Igreja Espírito Santo, no Setor Jardim Serrano, atividade que se repetirá quinta e sexta. De acordo com a pasta, o sábado será marcado pela Vigília de Pentecostes e a Festa do Capitão do Mastro, às 20 horas, e no domingo, 5, haverá missa solene em honra ao Divino Espírito Santo às 9 horas e a Festa do Imperador. As atividades serão transmitidas ao vivo pelo Facebook @/paroquianossasenhoradanatividade.

A celebração é o ápice de uma programação que iniciou no Domingo de Páscoa, com a saída das folias para o “giro”. Na última quinta, 26, ocorreu o aguardado encontro dos três grupos de foliões no “Redondo”, na Praça da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Natividade, que também é padroeira do Estado do Tocantins.

História

Segundo informações do Governo do Tocantins, o surgimento de Natividade remonta às origens do Tocantins e ao ciclo do ouro, quando os bandeirantes enfrentaram a resistência dos índios Xavantes e ocuparam a região Norte de Goiás, por volta de 1734, dando origem ao primeiro povoamento da região, São Luiz, nome logo depois alterado em honra a Nossa Senhora de Natividade, padroeira do Estado e do município. Entre 1809 e 1815 foi sede do “governo do Norte”, quando a capitania foi dividida. Em 1831 foi elevada à categoria de vila.

A relação entre colonizadores, escravos, mineiros, sertanistas, missionários e fazendeiros resultou no sítio histórico reconhecido como Patrimônio Nacional dede 1987. O casario com cerca de 250 prédios coloniais e igrejas preservadas entre ruas irregulares e muros de pedra construídos por escravos guardam a memória do Tocantins colonial. 

Entre as igrejas destacam-se a de São Benedito e a Matriz de Nossa Senhora da

Natividade, de 1759. Os negros também ergueram a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída em pedra canga. A obra, inacabada, foi iniciada no século 18 e paralisada por volta de 1817, sendo hoje um dos destaques do centro histórico.

Revisão por Ivan Trindade

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