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O lado dos que já estão sendo vacinados

vacinação idosos
Foto: Raiza Milhomem/Secom Palmas

Por Ivan Trindade

Uma vez iniciada em Palmas no dia 20 de janeiro, a vacinação passou a seguir uma série de critérios e ordens seguidas de acordo com planejamento desenvolvidos pela Semus, Secretaria Municipal de Saúde. A primeira remessa de imunizantes recebida em Palmas foi de 3.331 doses, em que cada frasco do imunizante contém 0,5 ml, o equivalente a uma dose. Ou seja, cada frasco corresponde a uma pessoa vacinada. Ao todo 3.260 profissionais da saúde foram vacinados, o que corresponde a somente 34% do quantitativo aptos a receberem a vacina na primeira fase.

Após o intervalo de 28 dias, os já imunizados, receberão a segunda dose da vacina, que está garantida e sob guarda do governo do Estado.

Carlos Antônio, servidor público que atua na saúde e está para se aposentar, é morador de Formoso do Araguaia, cidade na região sul do Tocantins. Ele foi vacinado e afirmou que ficou emocionado ao enfim receber o medicamento. “Foi uma sensação de alívio que eu pude enfim sentir”, comentou emocionado.

Além dos profissionais de saúde, outras 71 doses serão destinadas para idosos que se encontram institucionalizados que vivem em instituições de longa permanência, que já receberam as primeiras doses no dia 21 de janeiro de 2021. De acordo com nota divulgada pela prefeitura de Palmas, outras 3.331 doses da vacina serão repassadas em fevereiro.

Maria Cecília Herreira, 85 anos, foi a primeira a receber a imunização no Lar. “Com certeza essa vacina é uma chance para nós que já estamos nessa idade da vida”, disse emocionada.

A coordenadora e proprietária do Lar Feliz Idade, Maria da Conceição Barbosa, afirma que, uma interna, inclusive, não resistiu às complicações da doença e veio a óbito. “Sabemos que a única solução no momento para a humanidade é essa vacina. Tenho a responsabilidade de cuidar de todos aqui e chegando essa solução, com certeza, me tranquiliza, enquanto cuidadora e alguém que ama esses idosos. Mas claro que não podemos deixar de tomar os cuidados, porque de fato, a pandemia não acabou”, disse.

Simone Fontenelle, presidente do COMDIPI, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Palmas. Foto: Acervo Pessoal

Em entrevista para a PMW Digital, a presidente do COMDIPI, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Simone Fontenelle, contou de que forma a entidade está auxiliando a Prefeitura de Palmas a garantir a vacinação para os mais idosos que integram o grupo prioritário, na Capital. “O COMDIPI, tem dentre suas atribuições a fiscalização das Instituições de Longa Permanência para Pessoa Idosa/ILPI, em consonância com a Lei nº 10.741 de 01 de outubro de 2003, o Estatuto do Idosa, Capítulo II, Parágrafo Único. Desta forma, estamos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde/SEMUS, através da Diretoria de Saúde do Idoso e Vigilância Sanitária, Ministério Público do Estado do Tocantins, acompanhando e participando da campanha de vacinação contra a Covid-19”, disse.

O infectologista Álvaro da Costa disse em entrevista que a estratégia de priorizar a população de idosos garantirá uma menor taxa de internação e mortalidade em poucos meses. “Se você que é idoso, quando for se dirigir aos postos de saúde, não vá com aquela preocupação de que você vai voltar para casa depois de ter feito a vacina com evento adverso grave, que vai acontecer uma complicação, que você vai descompensar a doença de base que você tem. É exatamente o contrário. Você ir tomar esta vacina significa um mecanismo a mais de prevenção”, apontou o médico ao fortalecer a importância do medicamento para os de idade já avançada.

Questionada sobre qual a visão do conselho sobre a vacinação, Fontenelle afirmou que a entidade considera de fundamental importância do processo de imunização na capital, em cumprimento ao direito universal que é a saúde, considerando que a maioria das pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde/SUS, sendo público considerado de risco e prioritário. A presidente, inclusive, assinalou que dentre as ações necessárias para garantir a vacinação, o conselho vem realizando campanhas educativas, utilizando os meios de comunicação, para que toda a população tenha acesso e conhecimento da importância deste processo de imunização

“O COMDIPI tem atuado junto às Instituições e Entidades que atuam na área do envelhecimento em Palmas/TO, poder público e toda rede de proteção e defesa dos direitos da pessoa idosa da capital, para que possam conscientizar a importância do distanciamento social,até que finde a pandemia”, comentou Simone ao relembrar todas as campanhas virtuais que foram desenvolvidas sobre o tema. “Acompanhamos projetos sociais que atuam com as pessoas idosas para contribuir na conscientização e necessidade no cumprimento das medidas sanitárias,durante a pandemia”, afirmou.

Por fim, questionada sobre como dever deverão ocorrer as atividades do COMDIPI após o processo de vacinação, a presidente reiterou que todos os membros do Conselho estão cientes que o caminho é longo, mas que ainda assim, é cientificamente falando é o único caminho para o fim da pandemia. “Mas temos certeza que em breve estaremos realizando as atividades presenciais, em comemoração a vida longeva com qualidade e feliz”, finalizou.

COMDIPI

O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Palmas/TO,funciona em sede própria,os atendimentos são via e-mail: comdipipalmas@gmail.com, telefone: 063-99237-5215 e excepcionalmente presencial. As reuniões ordinárias são mensais e quando necessário são convocadas as extraordinárias, todas virtuais. As visitas ocorrem virtualmente, quando convocadas pelo Ministério Público do Estado do Tocantins. Durante o processo de vacinação, o trabalho da entidade está funcionando junto aos órgãos de proteção em defesa, e em especial a Secretaria Municipal de Saúde/SEMUS, responsável pelo Plano Municipal de Operacionalização da Vacinação de Palmas/TO, da Prefeitura.

VACINAS EM IDOSOS

Em seu portal, a Fiocruz, Fundação Oswaldo Cruz afirmou que não há contra-indicações para imunização de idosos com a vacina britânica Oxford/AstraZeneca. Uma vez que, segundo o fabricante, a vacina é indicada para todas as pessoas com 18 anos ou mais, sem limite superior de idade. 

Já sobre a Coronavac, o diretor médico de pesquisa clínica do Butantan, Ricardo Palacios afirmou que a vacina envasada no Brasil pelo Instituto tem uma eficácia parecida na prevenção da doença em adultos de 18 a 59 anos e em idosos com mais de 60.

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