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Para evitar colheita clandestina de capim dourado, Naturatins mantém fiscalização

Foto: Divulgação/Internet

Por Ivan Trindade


Buscar evitar que o capim dourado seja colhido antes da hora certa, é justamente esse o motivo que faz com que o Naturatins, Instituto Natureza do Tocantins siga fiscalizando os campos de capim-dourado (Syngonanthus nitens), na Área de Proteção Ambiental (APA) do Jalapão, na região do povoado Mumbuca. A medida seguirá até o próximo dia 30 de novembro, data a partir da qual será possível iniciar a colheita do produto.

Cândido José dos Santos Neto, gerente de Fiscalização Ambiental do Naturatins afirmou que a ação em curso atende a uma solicitação feita pela Associação Comercial Industrial, Turismo, Serviço e Agronegócio da Região do Jalapão (Acirja), visando evitar colheita precoce do capim-dourado, antes das hastes estarem completamente maduras.

Atualmente, participam das fiscalizações, além do gerente, outros seis fiscais e um guarda-parque participam da operação, que começou no início desta semana e se estende até a data prevista para o começo da colheita, que só pode ser feita por extrativistas devidamente licenciados pelo Naturatins.

O controle da colheita do capim-dourado feito pelo órgão ambiental do Estado é amparado por legislação própria, que tem como objetivo garantir o manejo sustentável da matéria-prima de artesanatos, que são fonte de renda das comunidades da região. O monitoramento por parte das equipes de fiscalização do Naturatins também ajudam a prevenir possíveis incêndios na área onde o capim-dourado floresce.

Capim Dourado

A arte de trabalhar o Capim é passada de geração a geração nos locais onde se originaram, como Ponte Alta, Novo Acordo, Santa Tereza, Lagoa do Tocantins e no Prata, além das já citadas Mumbuca e Mateiros, todas na região do Jalapão, sendo importante fonte de renda para muitas famílias.

Atualmente, o Capim Dourado ganhou popularidade e não mais está presente apenas no Tocantins como também é largamente utilizado em todo o Brasil e até no exterior. Por isso, ele ganhou um selo de identificação geográfica que o coloca como produto único e típico do Tocantins.

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