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Produção de CoronaVac e Pfizer serão suspensas no Brasil por falta de Insumo Farmacêutico Ativo

Imagem: Dado Ruvic/Reuters

Por João Pedro Gomes

Nesta quinta-feira, 13, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou a cessação da fabricação de doses da vacina da Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 pelos próximos dias, em decorrência da falta de insumo farmacêutico ativo (IFA). É prevista a chegada de uma nova carga de insumos nos dias 22 e 29 deste mês. 

“A quantidade de IFA já disponível na Fiocruz sustentará a produção até meados da próxima semana, garantindo as entregas até a primeira semana de junho. Com as novas remessas, as entregas das três primeiras semanas de junho também estarão asseguradas”, divulgou a instituição.

De acordo com a instituição, a quantidade de IFA atual deve ser capaz de sustentar a produção de imunizantes até o início da próxima semana, o que garante a entrega das vacinas até a primeira semana do mês de junho. Para mais produção, o laboratório depende de mais insumos enviados pela China.

CoronaVac

Já o Instituto Butantan informou que vai interromper completamente a produção da vacina CoronaVac nesta sexta-feira, 14, por falta de matéria-prima. O governo chinês mantém retido no país um lote com 10 mil litros de IFA. De acordo com o instituto, os setores devem focar na produção da vacina da gripe até a chegada de novos insumos. 

“Até o final da semana passada, havia a perspectiva de autorização de exportação no dia 13. Na reunião de hoje [com o laboratório Sinovac], vimos que essa previsão não vai se cumprir. Portanto, não temos data neste momento para essa autorização. Estamos aguardando, isso pode acontecer a qualquer momento, mas por enquanto não há essa previsão”, divulgou o diretor do Instituto, Dimas Covas,  em coletiva de imprensa na quarta-feira (12).

O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), afirma que a situação foi causada pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido): “Se não recebermos mais insumos para mais vacinas, nós infelizmente teremos que parar a produção. Então é muito importante que a diplomacia brasileira, o ministro das Relações Exteriores, os embaixadores possam atuar para que o governo chinês libere o embarque destes 10 mil litros de insumos da vacina do Butantan”, pontuou na quarta-feira (12).

A CoronaVac é a responsável por 75% da imunização contra a Covid-19, prevista no Programa Nacional de Imunização (PNI). A China é o país fornecedor de matéria-prima para a produção tanto da vacina CoronaVac (produzida pelo Instito Butantan), quanto da Pfizer (pela Fiocruz). 

Revisão por Ivan Trindade

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