fbpx

Quantas mulheres habitam sua estante?

Foto: Acervo pessoal

Coluna por Francisca Layla

Quantos livros você leu ano passado? Quanto desses livros foram escritos por mulheres?

No dia 8 de março foi comemorado o Dia Internacional da Mulher e a literatura, historicamente, sempre foi um campo dominado por homens (brancos) durante muito tempo. Segundo a escritora Virgínia Woolf, o problema começa bem antes, com a exclusão da mulher do mundo das letras e das artes. 

“A mulher precisa ter dinheiro e um teto todo dela se pretende mesmo escrever ficção” – Virginia Woolf

Há diversos casos de mulheres que precisaram utilizar pseudônimos masculinos para conseguir publicar suas obras, como a escritora inglesa Mary Ann Evans (George Eliot) e a romancista francesa Amandine Aurore Lucile Dupin (Goerge Sand). As irmãs Brontë também utilizaram pseudônimos masculinos para publicarem os romances Jany Eyre, Morro dos Ventos Uivantes e Agnes Gray

Segundo a professora de Literatura Inglesa da USP, Sandra Vasconcelos, naquela época, uma mulher que tinha atividade intelectual estava cometendo uma transgressão enorme, por isso, a maioria acabava usando pseudônimo para não se expor publicamente.

Em relação ao Brasil, ainda temos muito o que avançar no que diz respeito à igualdade de gênero. Somente em 1977, 80 anos após a sua fundação, a Academia Brasileira de Letras aceitou, não sem contestação, a candidatura de uma mulher para disputar uma de suas cadeiras. A escritora Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.  

As oportunidades do indivíduo não as definiremos em termos de felicidade, mas em termos de liberdade – Simone de Beauvoir

Diante disso, é nítido que as mulheres foram colocadas para desempenhar papeis sociais que as fizeram estar em enorme desvantagem (para dizer o mínimo) em relação aos homens. Por isso, precisamos incentivar a leitura de obras de autoria feminina. Consumir o trabalho realizado por mulheres só vai deixar de ser um ato político quando tivermos equiparação de direitos políticos, sociais e econômicos. 

Como forma de incentivar você leitor a ler mais mulheres, separei dez recomendações de livros literários escrito por mulheres de diferentes países para você expandir o seu repertório, viajar o mundo sem sair de casa e enxergar um pedaço da realidade através dos olhos dessas exímias escritoras. 

Foto: acervo pessoal
  1. Coisas que perdemos no fogo – Mariana Henriquez (Argentina)
  2. Quarto de Despejo – Carolina Maria de Jesus (Brasil)
  3. A casa dos espíritos – Isabel Allende (Chile)
  4. Cachorro Velho – Teresa Cárdenas (Cuba)
  5. Meu corpo Minha casa – Rupi Kaur (Índia)
  6. Melancia – Marian Keyes (Irlanda)
  7. A valise do professor – Hiromi Kawakam (Japão)
  8. Niketche: Uma história de poligamia – Paulina Chiziane (Moçambique)
  9. O corpo em que nasci – Guadalupe Nettel (México)
  10. Hibisco Roxo – Chimamanda Nigozie Adchie (Nigéria)

Boa leitura!

Material também publicado na 13ª Edição da Revista PMW Digital

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *