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Retorno gradual das atividades em sala de aula: como preparar as crianças?

Foto: Divulgação/Internet

Por Ivan Trindade



Boa parte das escolas deixaram de realizar atividades presenciais já em março de 2020, em razão, claro, à situação de pandemia causada pelo novo Coronavírus. Pais e crianças, com isso, tiveram que por um longo tempo readequar todas as rotinas que melhor se encaixariam num quadro no qual as crianças poderiam gastar sua energia em casa, durante o isolamento social, e também, manter um programa de estudos, mesmo que de forma reduzida e sem o apoio direto dos educadores.

Passados alguns meses, municípios e estados pelo Brasil agora começam a se preparar para um retorno gradual das atividades presenciais em algumas escolas. Isso, no entanto, pode ser uma tarefa mais complicada do que se pode imaginar, para as crianças, principalmente.

No Tocantins, a Seduc, Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes vem há meses dialogando com todas as esferas de ensino, e consequentemente, seus responsáveis, sobre como melhor elaborar um retorno. A pasta, inclusive, vem desde julho idealizando calendários que poderiam atender as demandas dos colégios, como também, as necessidades dos alunos, principalmente aqueles que estão em fase de conclusão, como é o caso dos estudantes do 3° ano do ensino médio.

Em situações de pandemia, no entanto, cabe ao governo estadual determinar como os municípios deverão se adequar, principalmente os menores. Em Palmas, o Executivo optou por seguir as recomendações da OMS, Organização Mundial de Saúde, e determinou por um bom tempo que as aulas em sala de aula fossem um dos últimos serviços a voltarem a serem oferecidos, justamente por conta dos riscos às crianças, e por conseguinte, para as famílias dessas.

A psicopedagoga Bruna Rosseto alerta que a rotina de volta às aulas sempre é um momento complicado, pois as crianças e adolescentes entraram em modo hibernação, e com isso vem todo um estresse para a volta da rotina. “O que os pais podem e devem fazer desde já, é começar a introduzir atividades que incidam a rotina escolar, como por exemplo acordar cedo, almoçar no horário correto, horários para as atividades escolares, menos games e TV”, disse. 

É muito importante, inclusive, que todo o sistema sobre a necessidade das medidas de segurança seja constantemente repassado para os pequenos, em casa e na escola. Visando com isso, é claro, a diminuição da proliferação do vírus no ambiente escolar, que certamente já terá passado por higienização. Sobre isso, a psicopedagoga lembra: “É importante que os pais enfatizem a importância de tal conduta no âmbito escolar, pois, estarão expostos a mais pessoas e o risco será maior. Porém, com os cuidados devidos tanto por parte dos alunos e escola, e possível ter um estudo saudável”, comentou.

O sistema SAE Digital, um importante utilizado pelo País por diversas escolas particulares, tem reforçado por meio de materiais divulgados em seu site, diversas dicas que os professores, coordenadores e diretores podem aderir para facilitar o retorno das crianças. E isso vai desde a necessidade das medidas de segurança, adequação da rotina, e até, como ensinar os pequenos a lidarem com o luto, uma vez que, alguns desses, podem ter perdido pessoas próximas desde o início da pandemia.

Bruna Rosseto reitera que escola, pode adotar meios didáticos para a maior conscientização sobre os cuidados devidos com a questão da Covid, como um meio de fazer o aluno sentir-se responsável pela sua vida e dos demais. “Propor projetos seria uma boa pedida”, comentou. “Após um tempo longo de pausa escolar presencial,  é importante e extremamente necessário que a escola inicie em um ritmo moroso, pois assim, o aluno vai se adaptando novamente ao espaço escolar e seu desenvolvimento cognitivo cresça  gradativamente e sem pressão”, assentiu.

Sobre os danos que podem ter sido causados no processo de aprendizagem dos pequenos, a profissional reforça: “Não são irreversíveis!”. Ela afirma que a rotina de escola e contato no ambiente podem sim serem adaptados facilmente novamente na vida acadêmica do aluno, desde que haja acompanhamento efetivo da família e escola. “A queda de desempenho escolar já aconteceu desde o início da pandemia,  porém, um bom acompanhamento e interesse de todas as partes, aluno, família e escola, facilmente podemos alcançar o que perdemos. Digo que todo ensino com uma boa didática, planejamento, ludicidade e principalmente comprometimento dos envolvidos,  podemos alcançar e manter os estudos”, concluiu.

O Sistema SAE listou alguns pontos importantes que as escolas precisam estar atentas para esse retorno:

  • Demarcar as dependências da escola para aprimorar as medidas de distanciamento social;
  • Alunos devem manter distância de pelo menos 1m² das demais pessoas;
  • Higienizar as dependências;
  • Manter ambientes arejados;
  • Disponibilizar álcool em gel 70%;
  • Incentivar a higienização constante das mãos;
  • Sanitizar calçados;
  • Recomendar o uso de calçados extras;
  • Promover a adoção de materiais individuais;
  • Promover o uso obrigatório e troca de máscara;
  • Orientar famílias;
  • Criar rotina de treinamentos;
  • Medir a temperatura de alunos e funcionários;
  • Afastar pessoas do grupo de risco;
  • Promover o isolamento imediato para pessoas sintomáticas; 
  • Notificar a existência de casos de Covid-19.
  • Escutar as crianças

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