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Ricardo Salles é investigado pela Polícia Federal em operação deflagrada contra corrupção ambiental

Foto: Fábio Pozzebom /ABr

Por João Pedro Gomes

Teve início na manhã desta quarta-feira (19) a Operação Akuanduba, que irá investigar crimes contra a administração pública praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro. Dentre os 35 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo e Pará, estão incluídas a casa do ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles. Servidores de órgãos da pasta também são alvo da ação.

As investigações foram iniciadas em janeiro deste ano após a obtenção de informações junto a autoridades estrangeiras, que noticiavam condutas questionáveis dos servidores públicos brasileiros durante o processo de exportação de madeira. 

Cerca de 160 policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão por corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando. Além disso, dez servidores do Ministério e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) foram afastados pela ação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Akuanduba é uma divindade mitológica dos índios Araras, habitantes do Pará. O nome da operação escolhido foi este pois, de acordo com a lenda, se alguém excedesse algum limite, contrariando as normas, o ser divino tocaria uma pequena flauta, restabelecendo a ordem.

Revisão por Ivan Trindade

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