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Sem limites: paratletas brasileiros se destacam com 72 medalhas e garantem sétima posição no ranking geral para o Brasil

Imagens: Esportes/Governo Federal

Por João Pedro Gomes

As Paraolimpíadas ocorrem desde 1960 e, de lá pra cá, essa inserção de atletas com deficiências tem atuado para quebrar o julgamento que diversos indivíduos (ainda) possuem, vendo essas pessoas como inválidas. Apesar de todas as dificuldades encontradas, esses esportistas se destacaram na edição deste ano, em Tóquio, e fizeram história: o Brasil ficou na sétima posição no quadro geral, igualando a colocação com a edição dos jogos em Londres, no ano de 2012, porém, com o destaque de que neste ano houve um ouro a mais. 

Os Jogos Paralímpicos Tóquio 2020 (a edição carrega o último ano no título pois era quando deveria ter acontecido, mas, em decorrência da pandemia de Covid-19, ocorreu só neste ano) teve início no dia 24 de agosto e teve fim no último dia 5. No total, o Brasil conquistou 22 medalhas de ouro, 20 de prata e 30 de bronze, sendo a mesma colocação que a última edição, com o diferencial de que este ano o país conquistou uma medalha dourada a mais.

Confira o quadro de medalhas conquistadas pelos campeões brasileiros:

1 – Medalhas de Ouro

  • Esportes coletivos:
  • Futebol de 5 masculino
  • Goalball masculino
Beth Gomes, paratleta campeã de ouro. Imagem: Pedro Ramos & Rede do Esporte

Atletismo

Petrucio Ferreira100m T47
Yeltsin Jacques1500m T11 e 5000m T11
Alessandro Rodrigo da SilvaLançamento de disco F11
Claudiney BatistaLançamento de disco F56
Wallace SantosArremesso de peso F55
Elisabeth GomesLançamento de disco F53
Silvânia CostaSalto em distância T11

Natação

Carol Santiago100m peito SB12, 100m livre S12 e 50m livre S13
Gabriel Bandeira100m borboleta S14
Gabriel Geraldo200m livre S2 e 50m costas S2
Talisson Glock400m S6
Wendell Belarmino50m livre S11
  • Taekwondo 
  • Nathan Torquato – até 61kg K44
  • Judô 
  • Alana Maldonado – até 70kg 
  • Canoagem 
  • Fernando Rufino – 200m Va’a VL2 
  • Halterofilismo 
  • Mariana D’Andrea – até 73kg.
Petruccio Ferreira, paratleta campeão de ouro. Imagem: Reuters/Ivan Alvarado

2 – Medalhas de Prata 

Atletismo

Vinicius Rodrigues100m T63 
Thomaz Moraes400m T47 
Alex PiresMaratona T46 
Alessandro RodrigoArremesso de peso F11
Marco AurelioArremesso de peso F57
Thalita Simplício200m T11 e 400m T11
Raissa MachadoLançamento de dardo F56
Marivana OliveiraArremesso de peso F35

Natação 

Gabriel Geraldo100m costas S2
Gabriel Bandeira200m livre S14 e 200m medley SM14
Cecília Araújo50m livre S8
Revezamento misto4x100m livre 49 pontos

Canoagem

Luis Carlos Cardoso200m caiaque KL1 
Giovane Vieira200m Va’a VL3
  • Hipismo
  • Rodolpho Riskalla – adestramento grau IV
  • Tênis de mesa
  • Bruna Alexandre – simples classe 10
  • Taekwondo 
  • Débora Menezes – acima de 58kg K44 
  • Esgrima em cadeira de rodas 
  • Jovane Guissone – espada categoria B

2 – Medalhas de Bronze 

  • Esportes coletivos:
  • Vôlei sentado feminino

Atletismo

Washington Junior100m T47 
Ricardo Gomes200m T37
Petrucio Ferreira400m T47
João Victor TeixeiraLançamento de disco F37 e arremesso de peso F37
Cícero ValdiranLançamento de dardo F57
Mateus EvangelistaSalto em distância T37
Thiago PaulinoArremesso de peso F57 
Jerusa Geber200m T11 
Jardênia Felix400m T20
Julyana da SilvaLançamento de disco F57

Natação

Wendell Belarmino100m borboleta S11
Daniel Dias100m livre S5 e 200m livre S5
Talisson Glock 100m livre S6 
Phelipe Rodrigues50m livre S10
Carol Santiago100m costas S12
Beatriz Carneiro100m peito SB14
Mariana Ribeiro100m livre S9
Revezamento misto4x100m livre S14
Revezamento misto4x100m livre S14

Bocha

José Carlos ChagasBC1
Maciel SantosBC2

Judô

Meg Emmerichacima de 70kg 
Lúcia Araújoaté 57kg

Tênis de Mesa

Cátia Oliveirasimples classes 1 e 2 
Equipe femininaclasses 9 e 10
  • Taekwondo 
  • Silvana Fernandes – até 58kg K44
  • Remo 
  • Renê Campos Pereira – single skiff PR1

Quadro geral dos países

O Brasil conquistou 72 medalhas ao total, mesmo número de medalhas da última edição, Rio-2016; todavia, nela apenas 14 ouros foram conquistados, oito a menos que neste ano. No fim, a China ficou em primeiro lugar no quadro geral de medalhas, o que já acontece em todas as edições dos Jogos Paralímpicos desde 2004; Grã-Bretanha e Estados Unidos ficaram em segundo e terceiro, respectivamente. A Holanda se destacou por, apesar de ter menos medalhas que o Brasil e Ucrânia (que ficou em 6º), pegou o quinto lugar por ter mais ouros.

A grande figura proeminente dos jogos na capital japonesa foi o nadador ucraniano Maksym Krypak, que conquistou sete medalhas: cinco de ouro, uma de prata e uma de bronze. Nesta mesma edição, o número de ouros dele empatou com Ihar Boki, de Belarus, que voltou para casa com cinco troféus de ouro. No total, esportistas de 86 países conquistaram lugares no pódio, sendo 1.668 medalhas, 539 douradas.

ColocaçãoPaísMedalhas de ouroMedalhas de PrataMedalhas de BronzeTotal de medalhas
China9660 51207 
Grã-Bretanha41 38 45124 
Estados Unidos373631104 
Comitê Paralímpico Russo363349118
Holanda25171759 
Ucrânia24472798
Brasil22203072
Austrália21 293080
Itália14292669
10ºAzerbaijão141419

Os atletas paralímpicos brasileiros se destacaram nesta edição e é impossível não levar em conta a dificuldade que eles enfrentam diariamente. Ser esportista no Brasil já é complicado por diversos fatores, como falta de incentivo financeiro, o alto grau de disciplina necessário, questões emocionais e diversos outros; todavia, ser paratleta é ainda mais árduo porque a maior parte da sociedade vê essas pessoas como limitadas, além da invisibilização que elas sofrem. Esses profissionais precisam ser respeitados, incluídos e incentivados. Se com o pouco que eles possuem já são capazes de se destacarem, num cenário onde eles recebem o devido incentivo eles podem ultrapassar limites inimagináveis e construírem feitos históricos. 
Revisão por Ivan Trindade

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