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SES adota recomendação do Ministério da Saúde e volta atrás em vacinação de adolescentes sem comorbidade contra a Covid-19

Foto: Raiza Milhomem/Prefeitura de Palmas

Por João Pedro Gomes

O Ministério de Saúde veio a público na última quarta-feira (15) informar que voltou atrás e não recomenda mais a vacinação de adolescentes sem comorbidade com idade entre 12 a 17 anos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) acatou o aconselhamento, apesar das críticas por parte do governo estadual e da prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB).

A gestora de Palmas, inclusive, afirmou que continuará com a aplicação das doses nos jovens: “Não seremos “cobaias” de um desgoverno. Não é justo a confusão, aflição e insegurança geradas em milhares de mães e pais de adolescentes. Em Palmas, continuaremos com a vacina da #Pfizer p/ jovens de 12 a 17 sem comorbidades. Somos a favor da vida e da ciência #VacinaParaTodos”, escreveu em um post de uma rede social.

Quando o MS divulgou a revogação da vacinação para o público em questão, a SES havia informado que se reuniria com representantes de outros estados para decidir o que faria. Nesta quinta-feira (16) divulgou que: “A Secretaria de Estado da Saúde informa que segue irrestritamente o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), do Ministério da Saúde (MS) e, portanto, seguirá as determinações da Nota Técnica n° 1/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, a qual revisou e restringiu a recomendação sobre a imunização contra Covid-19, em adolescentes de 12 a 17 anos.”

A recomendação do Ministério da Saúde é que a imunização contra a Covid-19 em adolescentes só ocorra em casos de pessoas com comorbidades. Em outro trecho, o texto pontua: “A SES destaca que a partir de agora – até que venham novas recomendações do MS – no Tocantins, a vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos, está restrita aos jovens com comorbidades, que apresentem deficiência permanente ou que estejam privados de liberdade”.

Os municípios possuem autonomia para definir ordem de aplicação e faixa etária que está apta a receber as doses, podendo seguir as orientações do Ministério da Saúde ou não, porém, a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda deve ser respeitada. Essa liberdade possibilitou que diversos municípios do Tocantins começassem a vacinar pessoas com 18 anos antes da recomendação do PNO.

Revisão por Ivan Trindade

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