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Tocantins deverá refazer planejamento de compra das vacinas contra Covid-19 após Anvisa negar pedido

Imagem: Dado Ruvic/Reuters

Por João Pedro Gomes

Após o pedido de importação da vacina russa Sputnik V ser negado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi informado pelo Governo do Tocantins que haverá uma reunião entre os integrantes do consórcio para que um novo planejamento para a aquisição de imunizantes contra a Covid-19 seja traçado entre os governantes.

Na última quinta-feira (22), o Tocantins havia se reunido virtualmente com o Conselho de Administração do Consórcio Brasil Central (BrC), onde havia sido informado que 28 milhões de vacinas da Sputnik V estavam em negociação, sendo que, desse total, 4 milhões seriam destinados ao Tocantins. O custo total circulava entre R$ 70 milhões.

O BrC informou que “a aquisição só seria realizada mediante a aprovação da Anvisa”, mas aguarda um posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de autorização da compra foi recusado na noite da última segunda-feira, 26, após deliberação do órgão responsável pela fiscalização. De acordo com a Anvisa, os relatórios técnicos que comprovem padrões de qualidade entregues não foram suficientes. Além disso, atenta também para o risco do imunizante trazer outras doenças.

Além disso, a inspeção do órgão constatou que a maioria dos países que autorizaram a aplicação da vacina russa não têm tradição na análise de imunizantes, e reiterou seu argumento afirmando que, em 23 países com contrato, a vacinação ainda não teve início. A Gerência de Inspeção e Fiscalização pontuou também que os técnicos da Anvisa não puderam visitar todos os locais da fabricação da vacina, na Rússia; de sete pontos, conseguiram visitar apenas três. Além de outras argumentações apresentadas.

Três gerências técnicas da Anvisa — medicamentos, fiscalização e monitoramento — se manifestaram contrárias à importação.

Revisão por Ivan Trindade

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