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Tocantins realiza, pela primeira vez, reconstrução facial 3D com uso de ossada

Imagem: Divulgação/SSP-TO

Por João Pedro Gomes

A reconstrução 3D de um crânio foi realizada pela primeira vez no Tocantins, e o resultado inédito foi divulgado pela Polícia Científica. O trabalho ajuda na perícia de cadáveres não identificados, para que a vítima seja reconhecida por familiares, no caso de pessoas desaparecidas.

Encontrados em Araguaína, os restos mortais esqueletizados que serviram como base para a reconstrução são de uma mulher, de acordo com o que aponta a perícia antropológica da ossada estudada. O estudo aponta ainda que a estatura da vítima era de 1,60 metro, idade entre 45 e 60 anos e característica física miscigenada, ou seja, ancestralidade negróide e caucasóide. Todavia, a vítima não foi identificada.

A Secretaria de Segurança Pública divulgou que a primeira realização deste estudo se tornou possível graças a uma parceria entre a SSP-TO e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Universidade de São Paulo (USP), por meio da Superintendência da Polícia Científica. 

Além do mais, a SSP explicou que o processo é feito em duas etapas: primeiro a fotogrametria do crânio é realizada por peritos do IML, para obtenção de imagens, bem como a análise morfológica do crânio e da mandíbula, para que o perfil biotipológico seja estabelecido. Em seguida começa a segunda fase, onde os dados são encaminhados ao Departamento Odontologia da Universidade de Uberlândia para a reconstrução facial forense por meio de programas seguindo critérios e metodologias científicas para determinação de traços físicos.

O programa processa as imagens obtidas e produz um modelo tridimensional realista do crânio. “Adaptada sobre a topografia óssea do crânio, os tecidos moles proporcionarão uma estimativa da aparência do indivíduo periciado que pode ser compartilhada ou comparada ao banco de desaparecidos do Estado”, explicou a SSP.

Revisão por Ivan Trindade

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