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Wajngarten informou à CPI da Covid-19 que governo ignorou por quase dois meses carta que oferecia 70 milhões de doses da Pfizer

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Por João Pedro Gomes

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 tomou conhecimento, durante os depoimentos do ex-secretário do Ministério das Comunicações, Fabio Wajngarten, nesta terça-feira (12), de que a Carta da Pfizer, onde imunizantes contra o coronavírus foram oferecidos ainda em 2020, levou quase dois meses para ser respondida. 

Foi avaliado que este fato é prova da incompetência do governo brasileiro em não priorizar a compra de vacinas. O documento foi entregue por Wajngarten, à CPI. A Pfizer divulgou uma nota em janeiro de 2021, onde afirmava que ofereceu a possibilidade de adquirir um lote de 70 milhões de doses de sua vacina contra a Covid-19 ao governo brasileiro em 15 de agosto.

De acordo com Wajngarten, a carta foi enviada à cúpula do governo brasileiro em 12 de setembro, mas ele já havia tomado conhecimento dela três dias antes, dia 9 de novembro, por meio do dono de um veículo de comunicação. Ele alega que falou com o presidente sobre o documento durante a reunião no gabinete do Bolsonaro, no mesmo dia, na presença de Paulo Guedes; e revela ainda que o ministro da Economia chegou a conversar por telefone com um dirigente do laboratório. 

“A carta da Pfizer, que ele entregou, mostrou como o governo foi incompetente. O presidente Bolsonaro e os ministros Braga Netto, Paulo Guedes e Eduardo Pazuello não responderam à carta, mostrando a incompetência e a falta de prioridade na compra de vacinas”, disse ao blog o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AP).

Já o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou: “Eles ficaram quase dois meses sem responder à carta. E a compra só veio a ocorrer neste ano, depois que o Congresso, por nossa iniciativa, aprovou um projeto dando segurança jurídica para a aquisição das vacinas”.

Confira a carta:

Imagem: DIvulgação
Imagem: DIvulgação

Revisão por Ivan Trindade

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